CRÍTICA | A Menina e o Leão

‘A Menina e o Leão’ é uma trama que deve ser assistida para não só emocionar o espectador mas também conscientizar o mundo. Mia (Daniah De Villiers) de 13 anos tem uma forte amizade desde pequena com um leão branco da fazenda da família. E mesmo tão nova a menina decide fugir com o animal quando seu pai decide vendê-lo para os caçadores de troféus.

Mas não pense que o pai de Mia é um cara mau por isso. Mia era uma criança que foi criada em Londres, no centro da modernização, tinha amigos, amava futebol e a escola que estudava. De repente, em percalços da vida precisou morar distante de tudo (África do Sul) para acompanhar os pais na fazenda da família que “abrigava” animais silvestres. Poder ser difícil para uma criança de 10 anos se acostumar com certas mudanças, logo o processo da menina foi conturbado cheio de emoções, saudades, sentimentos de rejeição, indignação e rebeldia. Uma mensagem que o filme passa é de que alguma forma de amor, se você der chance à ela, pode mudar sua visão sobre certas situações.

A relação construída (embora no início ainda tenha sido conturbada) entre o leão branco da profecia e Mia fez com que ela fosse mais aberta para onde vive, para as pessoas e externou um lado protetor da garota não só com o próprio animal mas também com o irmão. Choca ver uma pessoa tão próxima e tão confortável de um leão que é um caçador e poderia matá-la mesmo que em ficção a qualquer momento. A verdade é que tanto sentimento é reproduzido com clareza deve-se ao laboratório feito para construir essa relação; foram três anos de convivência para que saísse a mais perfeita harmonia.

Partindo desse ponto o filme mostra que a lealdade entre ser humano e animais não precisa ser mostrada somente entre um homem e um cão, por exemplo. O sentimento mútuo faz com que a história seja mútua. Charlie ajudou Mia em seu processo de adaptação com a nova vida e ela o ajudou nos momentos em que mais precisava, ou seja, não é somente sobre Mia ser rebelde ou coisa parecida, mas é sobre Charlie ser um animal silvestre que está em um ambiente diferente e pode crescer assim o que, óbvio, afetará muito em sua vida.

A fotografia do filme é bem feita de forma que faz pensar que foi um filme feito com muito capricho, as cenas nítidas em emoções e pelas atuações dá a clara sensação de que uma mensagem ainda maior precisava ser passada. É um roteiro bem construído, em diálogos importantes para entender todas as fases e reações à elas que dão um match essencial com a luta de Mia e Charlie para preservar o destino que ele merecia ter. Talvez desaponte um pouco em trilha sonora mas nada que deixe o filme menos interessante.

Muita bravura, mensagem de preservação dos animais, altruísmo, lealdade, amor, processos e referência cultural.

 

Nota: 8

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