CRÍTICA | O Sol Também é Uma Estrela

O Sol também é uma estrela é o mais novo filme adaptado do livro de nome homônimo da autora Nicola Yoon, para quem não sabe, ela também é autora de ​Tudo e Todas as Coisas que também foi adaptado para os cinemas.

Sinopse :
Natasha (Yara Shahidi) é uma jovem extremamente pragmática, que apenas acredita em fatos explicados pela ciência e descarta por completo o destino. Em menos de 12 horas, a família de Natasha será deportada para a Jamaica, mas antes que isso aconteça ela vê Daniel (Charles Melton) e se apaixona subitamente, o que coloca todas as suas convicções em questão.

Assim embarcamos na história de Natasha que busca algum meio que impeça sua deportação ao mesmo tempo que apaixona-se profundamente por Daniel.

Durante toda a narrativa, o foco do filme é a jovem e sua relação com Daniel , e isso foi uma das coisas que me incomodaram um pouco das mudanças feitas no enredo. Isso foi uma das coisas que me incomodaram um pouco das mudanças do enredo. Entendo que mudanças devem ser feitas, no entanto não captar a essência do livro foi frustrante, porque o enredo é simplesmente lindo e emocionante.

A história torna-se linda e cativante, por justamente mostrar em como o destino age na vida das pessoas, em como um simples agradecimento ou perdão pode mudar a história de alguém. O desenvolvimento da história é simultâneo, as escolhas feitas por Natasha e Daniel são impactantes de alguma forma seja em suas vidas ou na de outras pessoas.

Sendo assim, uma história que deveria falar sobre o Destino de forma geral, acabou sendo focada de forma particular, pois o Destino está sendo regido apenas às custas da vida de Natasha, enquanto os acontecimentos que envolvem os outros personagens são simplesmente não abordados, e isso era de fundamental importância. Então, ressalto que a crítica não está nas modificações feitas e sim no porquê de não terem adquirido o cerne da história. 
A câmera utilizada para a filmagem, acabou prejudicando a qualidade do filme, tiveram muitos momentos em que as cenas ficaram nitidamente embaçadas, porque o foco era apenas na Natasha e Daniel.

Sobre as atuações, com toda certeza o destaque do filme é para o Charles Melton que soube captar e transparecer o espírito sonhador e conturbado de Daniel. Enquanto a Yara Shahidi não soube apresentar bem as características marcantes de Natasha, e isso é provado, porque ao longo de todo o filme não sentimos nenhuma empatia ou emoção pela personagem, apenas nos emocionamos pelo o que a deportação poderia fazer com os sentimentos de Daniel.

A química entre Shahidi e Melton é perceptível, pois os dois souberam criar uma sintonia e trazer um romance descontraído e tendendo um pouco ao clichê.

Não vou negar que, apesar desses problemas, não chorei, porque é difícil não se emocionar com algumas cenas que transbordam sentimentos,e a trilha sonora colabora bastante para amplificar esses momentos. No entanto, foram bem poucas e pra quem se emocionou demais com o impacto do livro, não vai ter a mesma proporção com o filme. 
Acho que a única coisa que me surpreendeu demais foi a trilha sonora, que está simplesmente maravilhosa, sério, foi muito bem planejada que às músicas casaram bem com as cenas.

Apesar das modificações feitas, que não foram ruins, o filme é bom e creio que as pessoas que gostam de romance com uma pitada de diversão vão gostar.

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