CRÍTICA | X-Men: Fênix Negra

‘X-Men: Fênix Negra’ parece ser um bom filme que termina uma saga e tem início, meio e fim por ele mesmo. Mas não choca ver que nos Estado Unidos, por exemplo, o nome do filme foi mudado para apenas “Fênix Negra”. A razão disso é o roteiro ser todo voltado para a origem e o legado de Jean Grey enquanto Fênix Negra, e esquecendo os outros personagens que são muito importantes para o andamento da adaptação.

O filme dá um sentimento ambíguo e mais puxado para o lado negativo. Como um filme de término-origem cumpre pontos essenciais para o entendimento de quem está assistindo, contudo ainda deixa dúvidas pois não desenvolve diálogos e arcos que também precisam ser fechados no mesmo espaço. Os X-Men poderiam ter sido melhor explorados assim como as intenções do Professor Xavier foram bem explicadas; o fato de Mercúrio ter sido praticamente deixado em standby incomodou tão quanto terem deixado parecer que os demais não eram tão poderosos assim porque não tiveram seus poderes bem usados. A raça alienígena, Vuk, que estava atrás do poder da Fênix só aparece para dizer que quer o poder e lutar, mas nada é explicado sobre eles, parece que nem a própria personagem transformada sabia o real motivo além do óbvio.  

Essas questões fazem com que o filme se passe numa bolha de imersão em torno de Jean Grey e provoca sentimento de vazio em cenas que seriam mais bem feitas e fariam um filme mais completo se fossem cumpridas. O próprio arco da protagonista seria mais completo. O final deixa um término-legado interessante que pode ser aproveitado no MCU futuramente: a Escola Jean Grey para Superdotados que é grande referência até para heróis mais contemporâneos da Marvel Comics.

Em termos de produção e direção, existem grandes ressalvas. O conjunto de cenas com cortes brutos e alguns efeitos tornam a experiência cinematográfica não tão interessante (mesmo que você assista na melhor qualidade de todas). Os diálogos incompletos também deixam a sensação de algo feito para terminar mais rápido do que deveria. Além da maquiagem, que já era um problema para a Fox, de personagens que têm uma beleza em si mas se tornam aberrações de tão superficial.

Quanto às atuações não pontuo reclamações. Sophie Turner foi a melhor escolha para representar esse melhor momento de Jean Grey; sua versão criança interpretada por Summer Fontana dá todo o toque delicado e emotivo da personagem dando um match agradável entre as atrizes. Nicholas Hoult surpreende no papel de Fera que desempenha um papel importante na trama, sendo até um dos melhores explorados.

A saga dos X-Men pela Fox termina melhor do que começou. É possível ter um sentimento de liberdade e aceitação sem deixar de perceber que teria muita capacidade para ser épico como a Fox ainda não tinha feito.

 

Nota: 65

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