Resenhas

Agents of SHIELD | Primeiras impressões da sétima temporada

Agents of SHIELD, a série mais duradoura do Universo Cinematográfico Marvel, acaba de retornar para sua última temporada. Depois de 7 anos contando histórias que envolveram HYDRA, inumanos, extraterrestres, inteligência artificial, viagem no espaço e viagem no tempo, a série volta às suas origens e visita os primórdios de sua própria criação.

Como já era apontado nos trailer, materiais promocionais e sinopses, a temporada tem como ponto de partida uma viagem ao passado, a fim de deter os chronicoms, que ameaçam a fundação da organização, podendo causar um abalo no fluxo do tempo.

É interessante observar que, neste ponto, a série tenta conectar-se com a explicação dada por ‘Vingadores: Ultimato’, usando a conversa entre seus personagens para situar o telespectador quanto as consequências que são possíveis ou não. Enquanto os agentes estão preocupados com uma alteração no futuro através de movimentos mínimos no espaço-tempo (Efeito Borboleta), o personagem Deke (Jeff Ward) apresenta a teoria do tempo-corrente, onde o fluxo temporal não pode ser mudado por mínimas interferências, seria como tacar gravetos em um rio, que só seria capaz de mudar seu trajeto com um acontecimento muito grande. Dessa forma, a presença dos agentes no passando não representa um risco ao futuro, mas extinguir a SHIELD da existência poderia sim ecoar em uma nova realidade.

Dada as explicações, a série mergulha em sua trama, entregando uma investigação através de corpos sem rostos largados pela cidade de Nova Iorque. E, mesmo sendo uma narrativa de ficção científica de elementos bem irreais, a série não deixa o enredo fantasioso e sem críticas sociais; pela diversidade na equipe que compõe o elenco, a série aborda temas como racismo e machismo, que apesar de conter um teor mais explícito nos anos de 1931, também são problemas notórios a serem discutidos nos dias de hoje.

Daisy (Chloe Bennet) tem um momento de destaque, a qual argumenta com um policial, quando seu ofício e suas habilidades são questionadas por conta de seu gênero.  Mack (Henry Simmons), por sua vez, comenta de maneira rápida como as pessoas da época pareciam olhar tortamente para si, por ser um homem negro em um terno.

Enquanto a sexta temporada parecia ter desgastado a imagem de Clark Gregg, a sétima aprimora Coulson. Em sua versão MVA (LMD), o personagem é revitalizado, em muitos momentos do episódio assemelha ter a jovialidade e o brilho nos olhos de sua primeira aparição no filme ‘Vingadores’, ao mesmo tempo que contém a sagacidade e as novas capacidades por ser um modelo artificial.

Jemma Simmons (Elizabeth Henstridge) assume um papel de protagonismo que tanto vínhamos aguardando, a cientista em muitos momentos toma as rédeas das situações e não tem medo de se impor e dar diretrizes a equipe, mesmo não sendo a diretora da SHIELD e respeitando o mesmo. Yo-Yo (Natalia Cordova-Buckley) tem uma participação mais tímida neste episódio, fora da ação, mas com um apelo emocional que respeita a construção da personagem e é consequência direta ao fim da temporada anterior.

Analisando pontos da produção, o resultado impressiona. Mesmo sendo uma série de tv, não tendo um orçamento enorme, como nos filmes ou nas futuras produções do Disney+, Agents of SHIELD entrega uma ambientação muito consistente com o visual dos anos 30. Nova Iorque está deslumbrantemente suja e antiga. As roupas são delicadas e diversificadas, desde trajes casuais a figurinos formais, casando bem com os cenários, que envolvem diversas locações bem escolhidas e uma quantidade formidável de figurantes.

No fim, este primeiro episódio entrega uma reviravolta interessante que nos instiga a querer saber o que vem a seguir, além de já ansiarmos pelo grande desfecho, que promete amarrar toda a participação da organização secreta no universo cinematográfico desde sua fundação. Afinal, tudo começou através da SHIELD, e agora tudo terminará por ela.

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