Críticas

CRÍTICA | CCXP Worlds: A Journey of Hope

Nesse último final de semana aconteceu virtualmente a CCXP, o maior festival de cultura pop do mundo. A CCXP Worlds: A Journey of Hope atraiu atenção de 1,5 milhão de pessoas que navegaram pelos 12 mundos virtuais do festival. Foram mais de 150 horas de conteúdos programados em cinco palcos – Thunder Arena, Artists’ Valley, Creatos & Cosplay Universe, Oi Game Arena e Omelete Stage by Santander. Depois de uma maratona de 3 dias intensos, chegou a hora de darmos o nosso veredito do evento desse ano.

O evento, em parceria com grandes estúdios do mundo, contou com uma lista de celebridades invejável, que inclui: Gal Gadot, Pedro Pascal, Jessica Chastain, Milla Jovovich, J.K. Simmons, Penélope Cruz, Lana Parrilla, Dafne Keen e Edgar Vivar, entre outros. Tais participações compuseram painéis especiais de diferentes produções do cinema e TV que puderam trazer diferentes tipos de conteúdos para todos fãs ao redor do mundo.

E, apesar do distanciamento social ter nos impedido de uma comemoração em pessoa, o chat e as interações que envolviam redes sociais, permitiam que em tempo real todos telespectadores reagissem e dividissem as emoção de se estar em uma real e oficial CCXP.

Alguns painéis se destacaram mais que outros, visto que tivemos alguns recheados de conteúdos, mas também outros sem tantas novidades.  Deixando a sensação de que, em alguns momentos, vemos coisas boas, noutros sentimos que faltou material extra para enriquecer a passagem de determinados estúdios pelo evento.

Entre os diretores, o destaque foi a participação dos irmãos Joe e Anthony Russo, que discutiram seus futuros e passados trabalhos, relembrando, inclusive, pontos de suas trajetórias na franquia Marvel. Os irmãos contaram dos bastidores de produções, projetos que virão a seguir fora desse universo, mas um destaque especial que podemos dizer aqui, foi quando os diretores comentaram sobre a passagem do falecido ator Chadwick Boseman pelo MCU, como Pantera Negra. Eles relembraram o quão dedicado ao personagem e ao seus trabalhos, de maneira geral, o ator era, o que nos fez sentir uma saudade imensa de vê-lo nas telonas.

Um ponto que nos fez falta foi a presença da Disney no evento, por conseguinte, da Marvel Studios.  O estúdio ficou de fora da edição online, e, apesar de não sabermos os motivos, não podemos negar que essa ausência impactou no festival como um todo. Se antes tínhamos o dia de sábado recheado de conteúdos da produtora, nesse ano ficou a saudade, o sentimento de “faltou algo”, que infelizmente não se preencheu.

Entretanto, vale apontar que tivemos diferentes painéis no Artist’s Valley centrados em artistas da Marvel Comics, que puderam nos confortar um pouco. Kelly Sue DeConnick, que revolucionou Carol Danvers com novas histórias em “Capitã Marvel”, Tom King, responsável pelo título “The Vision”, foram alguns dos destaques do palco. Os autores discutiram suas obras, sua carreira e falaram um pouco sobre seus processos criativos em meio a pandemia.

Um painel especial da Marvel Comics que não podemos de deixar de comentar aqui foi o “Avengers: Enter the Phoenix”. Jason Aaron, Javier Garron, Tom Brevoort e o mediador Ryan Penagos se juntaram para discutir detalhes da próxima saga dos Vingadores, que envolverá uma disputa entre heróis, quando a Força Fênix retorna à Terra em busca de um novo hospedeiro. Os criadores confessaram que explorarão como seria ver esses diferentes super-heróis do universo possuídos pela entidade cósmica. Exemplificando com o Rei T’Challa, nosso Pantera Negra, os responsáveis pelo projeto contaram sobre um futuro visual com uma coroa de fogo, o que nos animou ainda mais para conferir esse arco das HQs.

Pros colecionadores, a Iron Studios marcou presença e revelou diversas novidades incríveis, como algumas imagens das figures de X-Men e Viúva Negra. Além disso, confirmaram que projetarão colecionáveis de diversos títulos futuros do MCU, como “Falcon and the Winter Soldier”, “Eternals” e “WandaVision”, tendo mostrado ao público em primeira mão esboços desse último, que retratam Wanda e Visão em estátuas individuais vestindo seus trajes clássicos dos quadrinhos como fantasia de Halloween.  

Em termos de produção técnica, a CCXP conseguiu entregar uma atmosfera deslumbrante em um ambiente completamente virtual. Os palcos traziam marcas estéticas individuais que combinavam com a gama de temas elaborados especificamente para cada um. A Arena Thunder contou com uma construção em computação gráfica que corroborou ainda mais com a sensação familiar e majestosa que o evento tem em suas edições físicas.

Falando no âmbito da plataforma, o player que transmitia o festival sofreu com alguns problemas no primeiro dia do evento. Os painéis iniciais passaram por instabilidade durante a transmissão, o que impediu alguns usuários de assistir. Contudo, vale pontuar que algumas horas depois o problema foi solucionado e nos próximos dias todos puderam acompanhar sem transtornos.

De maneira geral, a CCXP Worlds: A Journey of Hope conseguiu acontecer em um ano de dificuldades. Obviamente, não é uma experiência completa e imersiva como frequentar ao evento presencial, contudo, podemos parabenizá-los pela tentativa, o que nos trouxe em meio a pandemia um bom tira-gosto, um deleite de reconhecimento e familiaridade. Pros próximos anos, torçamos por um quadro melhor para sociedade, um retorno grandioso ao evento e esperamos que surjam ainda mais conteúdos originais e a presença de grandes nomes que desfalcaram essa edição, como a Netflix e a própria Disney e Marvel em si.

Categorias:Críticas, Eventos

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