Críticas

CRÍTICA | Viúva Negra

Por: Murilo Souza

Após uma espera bastante longa, o filme solo da heroína Natasha Romanoff finalmente chegará aos cinemas no dia 9 de Julho e nós, do Vingadores Brasil, fomos convidados pela Disney para conferir o longa na cabine de imprensa que aconteceu na manhã de hoje (30).

“Viúva Negra” é o primeiro filme da Fase 4 do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM) e foi dirigido pela australiana Cate Shortland, (Lore e A Síndrome de Berlim), roteirizado por Eric Pearson (Agente Carter, Thor: Ragnarok e Godzilla VS Kong) e estrelado por Scarlett Johansson, interpretando a já conhecida Natasha Romanoff/Viúva Negra, Florence Pugh (Adoráveis Mulheres e Midsommar), como Yelena Belova, David Harbour (Stranger Things e Hellboy), como Alexei Shostakov/Guardião Vermelho, Rachel Weisz (A Múmia e Constantine), como Melina Vostokoff, e Ray Winstone (A Lenda de Beowulf), como Dreykov.

Divulgação / Disney

A trama do filme é construída no período entre Capitão América: Guerra Civil e Vingadores: Guerra Infinita, nos apresentando uma Natasha desolada após ser considerada uma criminosa e inimiga dos Estados Unidos (visto os acontecimentos em Guerra Civil). Foragida na Noruega, Natasha é surpreendida com um recado de uma pessoa de seu passado e com uma figura enigmática que não cessará sua perseguição até derrotá-la, fazendo com que a protagonista precise encarar a sua história familiar e o seu passado na Sala Vermelha, como espiã, para desvendar uma conspiração perigosa.

O enredo da produção é simples, tornando-se razoavelmente complexo apenas em alguns momentos em que o telespectador precisa entender a ordem cronológica dos fatos e encaixar isso dentro e entre as histórias já conhecidas do UCM. O filme acerta em cheio no elenco, não só pelos grandes nomes de atores e atrizes já conhecidos, mas pela qualidade das interpretações e pela capacidade de conseguir transmitir diversas emoções aos telespectadores, com destaque para a Florence Pugh, que brilha muito no papel de irmã mais nova amargurada e sarcástica, deixando transparecer a raiva, a tristeza e a indiferença em suas feições. Além do David Harbour, que entrega a maior parte do ar cômico do filme magistralmente. Já a Rachel Weisz entrega aquilo que o roteiro pede da personagem, não sendo um super destaque, mas também não passando despercebida, assim como a própria Scarlett Johansson, que é uma excelente atriz, mas que por estarmos acostumados com a personagem interpretada acaba mantendo o seu nível de atuação. Apesar disso, existe uma suposta incoerência do roteiro ao trazer muitos sentimentos para a personagem, o que foi bastante conflitante, porque não conversa com a Viúva Negra que conhecemos, mas ainda faz sentido se considerarmos o contexto da personagem durante o filme: exilada e fugitiva do governo dos Estados Unidos e reencontrando a família, o que traz à tona as lembranças de um passado violento, fatores que podem funcionar como um gatilho para a personagem trazer toda a sua sensibilidade e sentimentalismo à flor da pele.

Divulgação / Disney

O longa é bastante equilibrado entre drama, ação e comédia, sendo todos esses momentos muito potentes, podendo levar o telespectador aos seus extremos, como fazê-lo gargalhar em cenas cômicas, chorar nos momentos dramáticos e gritar nas cenas de ação, que possuem coreografias lindas e que enchem qualquer um de adrenalina. Além disso, um ponto muito importante de explicitar é que a direção de Cate Shortland, somado ao poder de Scarlett Johansson como produtora executiva, mesmo utilizando ângulos que objetificam o corpo da atriz uma ou duas vezes durante o filme, foge disso na maior parte das cenas, deixando o filme com um saldo extremamente positivo nesse quesito se comparado a outros filmes do UCM, algo que nos leva para um dos fatores mais importantes e relevantes desse filme, que é o empoderamento feminino, que não só está presente no filme para agradar a “militância de internet” (que está correta em cobrar esse tipo de posicionamento e representatividade de grandes empresas), mas que é extremamente verossímil à histórias de mulheres reais e que o filme explicita através de algumas cenas, principalmente na abertura do filme e em uma cena durante o clímax, que mostra a Natasha como sua própria salvadora, quebrando as correntes de um sistema patriarcal que a oprime, além da sororidade presente em todo o sistema de conduta das viúvas negras.

Em suma, é um filme bastante agradável que merece todo o hype do público. Apesar de acharmos que a história de Natasha deveria ter sido explorada antes e que conhecer esse passado da personagem, sabendo que no presente momento a personagem está dada como morta, é desanimador, a produção trabalha a personagem de forma delicada e entrega uma última aparição digna da Viúva Negra como homenagem, além de agraciar os fãs com a personagem incrível, interpretada pela Florence Pugh, que precisa ganhar mais espaço no UCM, e integrar definitivamente as séries da Marvel do Disney+ ao universo da Marvel nos cinemas com a sua única cena pós-créditos que deixará os fãs com gostinho de quero mais.

Confira o trailer:

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